Blog do Professor Márcio

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sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Ativista envia mensagem sobre o rompimento da Barragem da Samarco

Companheiros,

estamos em Mariana e a tragédia é bem maior do que está sendo divulgada. Nenhuma autoridade tem dados exatos. O atendimento aos atingidos ainda é bem desorganizado.  Sabemos que já são mais de 500 desabrigados.

A mídia divulga apenas uma morte. Porém ninguém sabe ao certo. Nosso povo viu um corpo boiando próximo à barragem de Candonga, que já está no Rio Doce. Muita lama já chegou lá.

O rejeito é tóxico.  A Samarco não divulgou, mas a informação que temos é que o rejeito contém arsênio, mercúrio e ferro. Que são muito tóxicos. Há risco de contaminação de toda a bacia do Rio Doce. O distrito de Bento Rodrigues que foi atingido tinha 188 casas e 65 % foram destruidas. A lama continuou descendo e atingiu outras comunidades rurais, algumas a 70 km de distância da barragem, como a comunidade Paracatu.

A mídia destaca um abalo sísmico. Porém o professor da USP que divulgou o dado já disse que esse tipo de abalo acontece todos os dias e que é muito difícil de afetar uma barragem.
Muitas pessoas estão desaparecidas e agora começou a chover aqui, o que dificulta as buscas. Moradores do local atingido já vinham denunciando problemas na barragem há 15 anos. Portanto para nós fica clara a negligência e a responsabilidade da Samarco, que pertence à Vale e BHP Billington.


Solidariedade ao povo atingido! E força para lutarmos contra essas mineradoras que matam o povo.

Aline, do Movimento dos Atingidos por Barragens, em 6/11/2015.

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