Blog do Professor Márcio

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terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Madaya: um crime contra a humanidade

Queridos amigos,

Na cidade sitiada de Madaya (Síria), crianças famintas estão comendo folhas de árvores, gatos e insetos. O governo de Assad está literalmente matando mais de 40 mil pessoas de fome. É difícil de imaginar o sofrimento dos pais assistindo seus filhos morrerem de fome, mas nós podemos ajudá-los.

Em setembro do ano passado, foi negociada uma trégua que acabaria com o bloqueio à Madaya, mas ainda assim a população civil continua encurralada, sem acesso à comida e medicamentos. A Turquia e o Irã podem, junto com seus aliados, fazer com que o cerco seja interrompido, mas não agirão sem apoio internacional. Se um milhão de nós fizermos um apelo para que o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, intervenha e trabalhe com os envolvidos no conflito, poderemos salvar milhares de famílias da morte por fome.

Ban Ki-moon é a pessoa certa para isso: se o cerco acabar, este poderia ser um começo promissor para uma posterior negociação de paz. O fim do seu mandato na ONU está próximo e acabar com o bloqueio seria uma bela conquista para coroar seu trabalho. Se cada um de nós fizer pressão suficiente, podemos fazer com que Ban Ki-moon seja o líder de que Madaya precisa desesperadamente.

Adicione seu nome à petição agora mesmo. A Avaaz levará histórias e fotos de Madaya à imprensa, à ONU e a ministros do exterior escolhidos estrategicamente, até que o bloqueio termine:

https://secure.avaaz.org/po/madaya_starvation_siege_loc/?tyXHgbb 

Após uma crescente pressão da imprensa, o regime de Assad acabou de anunciar que vai permitir a entrada de ajuda humanitária em Madaya. Mas e depois? Em outubro do ano passado, a população recebeu ajuda – mas uma parte do carregamento de alimentos recebido estava estragada e acabou causando intoxicação alimentar em algumas pessoas. A comida acabou rapidamente. Para salvar as pessoas em Madaya, nós precisamos encerrar o cerco de uma vez por todas.

Apenas nesse mês, já são 31 pessoas mortas por fome. Caso as pessoas tentem escapar, o risco é de serem reduzidas a pedaços, já que a cidade está cercada de minas terrestres. No domingo, uma mulher grávida, acompanhada da filha, tentou fugir e acidentalmente acionou uma das minas. Elas sobreviveram à explosão, mas chamaram a atenção dos milicianos do Hezbollah, que atiraram para matar. Não há escapatória para o povo de Madaya: apenas o fim do bloqueio pode salvar as milhares de famílias em completo desespero.

O governo de Assad usa táticas desumanas para punir e intimidar qualquer pessoa que a ele se oponha. Cidadãos de Madaya protestaram contra o governo em 2011 e agora estão pagando o preço por terem desafiado o regime. Há outros culpados pelo bloqueio das cidades nesse conflito, mas Assad é o responsável pela imensa maioria. E, enquanto ele entrega comida por vias aéreas a seus aliados, os residentes de Madaya perecem. Nosso pedido pelo fim do cerco ajudaria os civis tanto em áreas sob domínio dos rebeldes quanto em áreas sob domínio do governo.

Salvar Madaya não será suficiente para acabar com o conflito na Síria, mas todas as peças necessárias para encerrar o bloqueio estão em nossas mãos. Nós podemos ajudar a salvar milhares de sírios inocentes que merecem uma chance de sobrevivência. Não podemos abandoná-los agora.

A ONU foi criada para momentos como esse. Vamos acabar com este pesadelo em Madaya e mostrar a Ban Ki-moon que não vamos desistir até que todos os envolvidos no conflito comprometam-se a garantir liberdade de movimento para os civis e o fornecimento de comida e outros suprimentos. Assine a petição agora e compartilhe com todo mundo:

https://secure.avaaz.org/po/madaya_starvation_siege_loc/?tyXHgbb 

Às vezes parece que essa guerra nunca vai ter fim, mas nossa comunidade tem apoiado o povo sírio desde o começo e não irá desistir. Agora vamos nos unir mais uma vez pelas famílias em Madaya, que precisam de nós, mais do que nunca, para lutar por suas vidas.

Com esperança,

Rewan, Mais, Wissam, Mohammad, Alice, Emma, Ricken e toda equipe da Avaaz

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